por Roberto Maxwell
Música do novo álbum de Wilson Simoninha, Melhor.
Wilson Simoninha - É Bom Andar A Pé

por Roberto Maxwell
Música do novo álbum de Wilson Simoninha, Melhor.
Wilson Simoninha - É Bom Andar A Pé

por Roberto Maxwell
O ano em que se comemora o centenário da imigração japonesa ao Brasil é a oportunidade para termos acesso aqui no Japão a espetáculos de qualidade que não viriam até aqui em outras ocasiões. Nesse espírito, o Festival de Artes Na Primavera realizado na cidade de Shizuoka (capital da província homônima) incluiu em sua programação deste ano o espetáculo Gaivota - Tema Para Um Conto Curto, releitura do clássico de Tchekov dirigida por Enrique Diaz, diretor radicado no Rio de Janeiro.

Em conversa por e-mail para uma matéria que sairá em breve na revista Alternativa, Diaz me contou que sua releitura pretende fazer uma dissecção da obra clássica original. Para isso, ele construiu com os atores uma espécie de diálogo sobre o espetáculo. ” O conceito básico é se indagar sobre a peça enquanto relaizamos a própria peça”, disse-me o diretor. A proposta é repensar o texto com parâmetros de hoje o que, “consequentemente, tem um resultado estético particular, já que nosso esforço é também no sentido de nos perguntarmos como se vive hoje, como se fala hoje, como se expressa hoje”, conta Diaz. O resultado é um espetáculo com “uma linguagem bem despojada, sem cenários propriamente ditos, mas um espaço trabalhado com objetos e com o corpo dos atores”.
Além disso, vai ser a primeira vez que o grupo apresenta a peça num espaço aberto que, diga-se de passagem, é um local lindo, o Parque de Artes Performáticas de Shizuoka, localizado em Nihondaira, no alto de uma colina. Pena que eles não tem nenhuma foto decente do local na internet.

O espetáculo será apresentado nos dias 7 e 8 de junho (sábado e domingo) e os ingressos já estão à venda neste endereço e a boa novidade é que quem vier de Tóquio poderá pegar um ônibus gratuito para o local. O ônibus sairá da estação de Shinjuku e irá até o Parque de Artes Performáticas. O horário de saída é 15 horas. Quem quiser, também poderá retornar no mesmo ônibus. A chegada em Tóquio está prevista para a meia-noite. A moleza vai ser apenas para os que vierem no sábado. Informações e reservas no telefone 054-202-3399 ou no e-mail mail@spac.or.jp.
Veja um pequeno trailler da peça:
por Roberto Maxwell
Japão - Brasil - Japão: são 100 anos de história de um movimento migratório. Freqüentemente as pessoas relacionam a ida dos japoneses para o Brasil e de seus descendentes para o Japão de forma muito superficial. Dessa maneira, nem parece que se trata de uma mesma história, de um movimento contínuo. É como se a História fosse feita de fragmentos, não de processos.
Nanako Kurihara é uma das pessoas que pensam diferente da maioria. Ela acredita nas conexões entre tempo e espaço e esse é a mais preciosa característica de Um Senhor Do Brasil - Visitando o Japão, seu mais recente documentário. Nesta obra, a diretora acompanha o senhor Konno, nascido no Japão há 92 anos e vivendo no Brasil há 72. Ele retorna ao seu país de origem não para falar de passado, mas para pensar o futuro.

Sem se afetar por saudosismos ou buscar emoções baratas, a diretora tira de seu personagem histórias de vida, lições e exemplos de alguém que vem vivendo uma vida transnacional há muito mais tempo que todos nós. Por tudo isso, que não é pouco, Um Senhor do Brasil - Visitando o Japão já chega como uma obra indispensável para quem quer pensar as relações migratórias entre o Japão e o Brasil.
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Site do filme
http://amky.org/documentary/senhorp/index.html
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