Archive for Julho, 2008
Entrevista com Minoru Takahashi
Mais um DJ oriundo da Terça, a festa na qual a black music brasileira é a estrela. Minoru Takahashi mostra os discos que o influenciam e promete incendiar a pista do The Rabadas Cinema Clube Vol. 2 com muito samba rock.
1. Faça uma apresentação pessoal e fale um pouco do seu estilo musical, como DJ.
Me chamo Minoru Takahashi. Na quarta terça-feira de cada mês, eu participo de um evento de DJs chamado Terça, o qual tem seu foco na black music brasileira. O evento acontece no Oto, em Shinjuku. Independente de gênero, eu gosto de músicas pop e que tenham um groove.
2. Quando e como você começou a se interessar por música brasileira?
Acho que, como a maioria dos japoneses (risos), foi quando eu comecei a ouvir bossa nova que eu tive o primeiro contato [com a música brasileira].
3. Escolha três discos brasileiros que são fundamentais para você.
Nossa, que pergunta difícil…
Johnny Alf / Rapaz de Bem 1961
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Foi um disco que eu gostei à beça quando comecei a ouvir música brasileira.
Jorge Ben / Força Bruta 1976

Na primeira vez que eu ouvi, sofri um impacto. É, para sempre, um disco que eu gosto muito.
Tim Maia/Disco Club 1978

Foi o disco que me fez começar a escutar o estilo “Terça” de música.
Acho que tem velharia demais.
4. No momento, o que você anda ouvindo de música brasileira e que você recomenda para os nossos leitores?
Ouçam sem falta as compilações da Terça: Ruby, Emerald e Sapphire.
5. O que você está planejando tocar para agitar a galera no próximo The Rabadas Cinema Clube?
Eu vou tocar basicamente soul music brasileira. Aguardo vocês lá.
Mais informações sobre a próxima edição do The Rabadas Cinema Clube, clique aqui.
Add comment Julho 29, 2008
Entrevista com o DJ Narita
O DJ Narita é um dos mais conhecidos divulgadores da música brasileira no Japão. Ele administra um selo, produz a festa Samba Nova e estreou recentemente um programa de rádio na internet. Conheça um pouco do seu trabalho e da sua relação com a música brasileira.
1. Faca uma apresentacao pessoal e fale um pouco do seu estilo musical, como DJ.
Sou supervisor do selo NRT. Nós lançamos música brasileira, artistas como Antonio Carlos Jobim, Gilberto Gil. Produzimos o projeto Samba Nova, o qual apresenta a música brasileira em três frentes: “lançamento de CDs”, “programa de rádio” e “eventos com DJ”. Eu curto do hip-hop até a música clássica, gosto de música que passe uma sensação de liberdade e, por isso, eu acompanho as coisas que acontecem na música brasileira.
2. Quando e como você começou a se interessar por música brasileira?
Acho que foi por volta de 1994. Houve um boom mundial de CDs e LPs de música brasileira nesta época e eu comecei a comprar e ouvir discos brasileiros. Então, em 98, eu comecei a trabalhar na seção de World Music da HMV e toda semana chegavam dezenas de lançamentos de música brasileira e eu checava tudo. Era perfeito.
3. Escolha três discos brasileiros que você acha que são fundamentais para você.
Gilberto Gil / Banda Larga Cordel
Mart’nália / Menino do Rio
V.A. / Samba-Nova
4. No momento, o que você anda ouvindo de música brasileira e que você recomenda para os nossos leitores?
Dá uma olhada no playlist mais recente do nosso programa Rádio Samba Nova.
5. O que você está planejando tocar para agitar a galera no próximo The Rabadas Cinema Clube?
Acho que vou decidir depois de assistir os filmes do dia.
Mais informações sobre a próxima edição do The Rabadas Cinema Clube, clique aqui.
Add comment Julho 28, 2008
DJ Antonio Yodobashi e a Associação dos Antônios
Antonio Yodobashi é o DJ residente do The Rabadas Cinema Clube. Com seu jeito simpático, ele conseguiu se adaptar às loucuras do grupo rapidamente e ajuda a dar uma cara “musical” a um evento que tem como objetivo principal divulgar o cinema brasileiro no Japão. Japonês, apesar do primeiro nome bem brasileiro, Yodobashi é mestre em surpreender o público com raridades. Ele vem se destacando entre os DJs de música brasileira de Tóquio por seu trabalho de pesquisa em discos de música popular brasileira. Leia uma pequena e bem-humorada entrevista com o DJ, fã de Caetano Veloso e membro-fundador da Associação dos Antônios. Não entendeu nada? Confira.
1. Faça uma apresentação pessoal e fale um pouco do seu estilo musical, como DJ.
Eu sou o DJ Antonio Yodobashi, membro da Associação dos Antônios. A Associação dos Antônios é uma entidade criada arbitrariamente por mim, mas podem fazer parte dela todas as pessoas de qualquer parte do mundo que se chamam Antonio. O presidente de honra, claro, é o grande Antonio Carlos Jobim, já falecido. Eu gosto da MPB dos anos 60 e 70. Eu tenho ouvido nomes como Caetano Veloso, Jorge Ben, Chico Buarque, Tom Zé, Milton Nascimento, Edu Lobo, Marcos Valle, Joyce, Ivan Lins…
2. Quando e como você comecou a se interessar por musica brasileira?
Há mais ou menos dez anos. Depois que ouvi o You Don’t Know Me (1971) do Caetano Veloso, passei a escutar música brasileira com frequência. É um disco no qual o Caetano canta o isolamento que ele sentia durante a época em que ele vivia no exílio, em Londres, depois de ter sido expulso do Brasil pela ditadura militar. O disco começa com um tom tranquilo até que, na segunda metade, com os hinos em homenagem ao Brasil, vai num crescendo tão forte que eu tive um impacto. Eu, que estava cansado do tecno e do rock americano pensei “isso sim é que é música” e fiquei completamente absorvido por aquilo.
3. Escolha três discos brasileiros que sejam fundamentais para você.
Milton Nascimento & Lô Borges – Clube da Esquina

Antonio Adolfo – Antonio Adolfo

Marcos Valle – Previsão do Tempo

4. No momento, o que você anda ouvindo de música brasileira e recomenda para os nossos leitores?
Ultimamente, eu tenho ouvido muito Novos Baianos. Quando eu toquei uma música deles na edição de julho do The Rabadas, teve gente que achou estranho. No começo, a galera ficou naquela de “que que isso?” mas, depois do olhão esbugalhado, as pessoas começaram a curtir e a dançar. A voz da Baby Consuelo é muito bonitinha.
5. O que você está planejando tocar para agitar a galera no próximo The Rabadas Cinema Clube?
Talvez, samba rock? Ainda não sei. (risos)
O próximo The Rabadas rola no dia 03 de agosto. Mais info aqui.
Add comment Julho 27, 2008
Entrevista com o diretor Chico Serra, de “Operação Morengueira”
Chico Serra mostra nesta edição do The Rabadas Cinema Clube a película Operação Morengueira. Rodado em meio ao carnaval de rua do Rio de Janeiro, o filme traz como personagem-título o sambista Moreira da Silva, também conhecido como Kid Morengueira. Moreira, falecido em 2000, é considerado uma das encarnações da malandragem carioca. No filme, ele tem uma aparição surpreendente e salva a zona boêmia da Lapa de malfeitores. A película é mergulhada na estética do Cinema Marginal, um movimento que mexeu com as estruturas do cinema brasileiro nas décadas de 60 e 70. Como um bom representante do estilo, o filme mostra o submundo e tem como “narrador” um programa de rádio, homenagem explícita ao clássico O Bandido da Luz Vermelha, de 1968.
Qual a idéia que levou você a fazer Operação Morengueira?
Desde a primeira vez que eu vi e ouvi Moreira da Silva (1902-2000), num filme do Ivan Cardoso, fiquei impressionado com seus sambas cinematográficos. Moreira cantou sambas inspirados em filmes de bang-bang, de espionagem, de cangaceiro (gênero muito popular no cinema brasileiro nas décadas de 50 a 70). Tem até um samba onde ele “atua” ao lado de James Bond e Claudia Cardinale (“Moreira da Silva Contra 007″). Então, o meu amigo e parceiro de tantos filmes, o Victor — ou Godô Quincas, como é conhecido no Rio — escreveu o argumento de Operação Morengueira, inspirado nos sambas do Kid Morengueira. Ele me contou esta estória e eu falei na hora: vamos filmar isso!!!
Queria que você falasse um pouco da figura do Kid Morengueira e o que ele representa na cultura popular carioca.
Moreira da Silva, o popular Kid Morengueira, viveu e cantou durante seus 98 anos. Representou, antropologicamente, a malandragem dos bairros boêmios do Rio, em sambas antológicos. Moreira pesquisava e reinventava, brechtianamente, a malandragem em seus sambas. Em uma entrevista ao radialista Hilton Abi Rihan, perguntado se sua malandragem vinha desde “rapazinho”, ele responde: “não, foi o meio ambiente, andando no meio ambiente, observando, pesquisando…”. Morengueira inventou o samba de breque, o samba-teatro, o samba cinematográfico, nas parcerias com Miguel Gustavo, onde interpretava personagens de um cinema musical, uma radionovela, ou um samba cinematográfico.
Como e quando foram realizadas as filmagens e como a equipe trabalhou?
Para mim, a produção deste filme é um milagre que não sei bem explicar. Quem conseguiu negativos de graça foi a Kodak e o Léo Duarte, da Plus Ultra. Nós não tivemos nenhum apoio de lei de incentivo nem nada. Só depois conseguimos apoio para finalização, com o Guilherme Whitaker . Toda a equipe técnica e o elenco trabalhou de graça, até o Jards Macalé, que no filme interpreta ele mesmo e o Kid Morengueira. Macalé recebeu o chapéu de palha de Moreira da Silva, num de seus últimos shows, herdando simbolicamente a malandragem musical de Moreira. E apesar de toda a precariedade que o filme tinha, todo dia de filmagem parecia que a gente estava numa festa.
O filme tem um quê de experimentalismo, bebe na fonte do cinema marginal e da Boca do Lixo. Como é fazer esse tipo de cinema no Brasil hoje? Há espaço para esse tipo de obras?
O filme é inspirado na obra musical de Moreira da Silva, mas também no cinema marginal ou cinema de invenção feito no Brasil entre os anos 60 e 70. A crítica Ivana Bentes disse que o filme é inspirado especialmente em O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, mas só descobrimos isso depois de filmar. Tem muita influência da chanchada e do western italiano. No Brasil, o cinema experimental existe e tem novos autores se arriscando em 16mm e no cinema digital como Ivo Lopes Araújo, Nilson Primitivo, Cris Miranda, Godô Quincas, a produtora Teia de Minas Gerais, e a Plus Ultra do Rio. Tem muita coisa, não dá para citar todo mundo. Há um relativo espaço em algumas mostras e festivais, mas é um caminho bastante arriscado profissionalmente falando. Daí muitos destes autores migram para o documentário ou tentam trabalhar com filmes de encomenda para sobreviver.
E a Lapa? Qual a tua relação com esse espaço tão especial do Rio de Janeiro?
Fizemos, eu e Godô, uma intensa pesquisa antropológica na Lapa, de 2002 a 2005. Conhecemos alguns antigos moradores e eles até estão homenageados no filme: Valdemar Madrugada e Bob Estrela. A Lapa, na década de 30, foi a fonte de Kid Morengueira e de tantos outros sambistas. Hoje a malandragem é outra e o samba é quase institucionalizado, salvo poucas exceções. O filme é um pouco sobre isso também: a transformação da cultura em mercadoria. A invasão da Lapa por um bandoleiro que distribui dólares e balas é uma metáfora.
O que você sugere que o público japonês preste atenção em Operação Morengueira?
A música de Moreira da Silva, o último dos malandros, o rei do gatilho, o inventor do samba de breque. Sua trajetória musical, das marchas carnavalescas 30 até as crônicas da malandragem, sambas religiosos e sambas inspirados no cinema.
Mais informações sobre a próxima edição do The Rabadas Cinema Clube, clique aqui.
Add comment Julho 25, 2008
Cancelamento do Cineclube
A sessão de hoje do cineclube Embaixada foi cancelada por falta de público.
Perdão aos que se prepararam para ir, mas a reserva é necessária.
The Rabadas
Add comment Julho 24, 2008
Cineclube Na Embaixada do Brasil – 24 de julho
O Cineclube Embaixada é um evento feito em parceria com a Embaixada do Brasil em Tóquio e consiste em exibições privadas e gratuitas de filmes brasileiros. Quem quiser participar da exibição deve escrever para o e-mail <cultural@brasemb.or.jp>, dizendo no assunto o nome do filme que deseja assistir. Todas as obras são legendadas em inglês. Portanto, atenção ao convidar amigos que não entendem português.
O evento é realizado no auditório Manabu Mabe da Embaixada do Brasil que fica localizada no endereço:
Minato-ku Kita-aoyama 2 – 11 – 12
cerca de 10 minutos a pé da estação de metrô Gaien-mae da linha Ginza.

Proximo filme:
São Paulo Sociedade Anônima (Brasil, 1965)
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direção: Luís Sérgio Person
elenco: Walmor Chagas, Etty Fraser, Eva Wilma, Darlene Glória
sinopse: São Paulo Sociedade Anônima se passa no momento de euforia desenvolvimentista provocada pela instalação de indústrias automobilísticas estrangeiras no Brasil no final dos anos 50. O filme conta a história de Carlos, que segue a trajetória da maioria dos jovens de certa camada da classe média paulistana. Guiando-se pelas oportunidades imediatas que a sociedade oferece, ingressa numa grande empresa. Logo depois, aceita um cargo numa fábrica de auto-peças, da qual torna-se gerente. A certa altura, encontra-se na pele de um chefe de família, que trabalha muito, ganha bem, mas vive insatisfeito. Sem um projeto pessoal de vida ou perspectivas de se opor à condição que rejeita, só lhe resta fugir.
Add comment Julho 18, 2008
Bem Brasil Vol. 17

A música brasileira está em festa novamente! Depois de um recesso de 9 meses, o projeto BemBrasil.jp, um dos maiores eventos de música brasileira no Japão, retorna com o fôlego redobrado! Pela primeira vez em sua história, realizará dois grandes eventos em dois dias consecutivos, com a participação de diversas bandas, grupos de dança, djs e culinária típica. Sob o tema “Percussão Brasileira”, esta 17a. edição será embalada pelos ritmos do Samba-reggae, Afoxé, Ijexa, samba-enredo, maracatu, axé, dentre outros. Se você gosta de música brasileira, não vai ficar fora desta, vai? Bem Brasil vol.17. simplesmente imperdível! Aguardamos vocês!
OPEN: 17:00
START: 18:00 ~ 22:00
LOCAL: Colors Studio, Nishi Azabu
ATRAÇÕES:
12 DE JULHO (SABADO)
Atabaque Brothers / Percussão Afro-Brasileira
Reggae Sova / Axé Music
mocidade vagabunda bateria nota 1000/ Rock com Percussão de Samba
Guest DJ Jin Nakahara / J-Wave Saude Saudade
DJ Alex / BemBrasil.jp
MC Beto / Tensais MCs
13 DE JULHO (DOMINGO)
Capoeira Tempo / Capoeira Regional
Tamanco Buco / Percussão de Pernambuco
Barravento / Samba Reggae
x2 / Experimental com Percussão de Samba
DJ Go / Bar Blen Blen Blen
DJ Sata / Bem Juntinhos
MC Beto / Tensais MCs
ENTRADA:
Antecipado: 2,500yen
Na porta: 2,800yen
Obs.: Será solicitado a compra do primeiro drink (500yen) à parte, pelo Colors Studio.
MAIORES INFORMACÕES:
Email: info@bembrasil.jp
Imode: www.bembrasil.jp/i
Tel: 090-5504-4922
Add comment Julho 11, 2008
THE RABADAS @ QUE BOM! 6 de julho
Fala, galera do The Rabadas! Aqui é Roberto Maxwell e eu vou contar para vocês qual foi a do evento de estréia do The Rabadas Cultura Clube. Hehehehehe. Bem, estamos há dois meses preparando o nosso debut e, confesso, estávamos todos com um friozinho na barriga. Mas, o tempo ajudou. Não choveu muito e o Que Bom de Asakusa foi pequeno para tanta gente. Quem chegou atrasado teve que esperar a sessão terminar na escada e, quer saber, não se arrependeu porque depois dos filmes os DJs botaram para quebrar.

Nesta primeira noite, exibimos três filmes. O romance Neguinho & Kika, que se passa na favela do Vidigal chamou a atenção do público pelo extremo realismo com que lida com a questão da violência nas favelas. Há um tempo, o diretor Luciano Vidigal contou para a nossa reportagem que não gostaria que o filme mostrasse a favela como um espaço de violência. Mas, acho que o público sacou que, sim, nesse ambiente às vezes hostil pulsa bastante vida. Em seguida, o povo se empolgou com os graves fortes de Pretinho Babylon. O bike road movie da galera do DigitalDubs fez o povo levantar dos assentos. Por fim, terminamos com o meu documentário Tá Tudo Dominado, que mostrou um pouco da realidade dos bailes funk do Rio de Janeiro.

Depois dos filmes, veio a hora da pista. Matador! Eu ainda estou dançando aqui em casa com o funk do Loko2Kit, o cara pioneiro do funk carioca no Japão. Ele trouxe ainda, direto de Miyazaki, sua pupila a DJ Popozuda que, putz!, liberou geral no batidão. Aliás, parenteses, o Loko2 veio me contar que anteontem foi a primeira vez que ele tinha entendido a letra do Rap da Felicidade, uma música que ele curte à beça. “Fiquei emocionado”, ele disse. Missão cumprida! Hehehehe! Ah, a Popozuda contou pra gente que mora no alto de uma montanha. “Imagina, ela mora no morro”, eu pensei. Sozinha, me contaram. Daí, ela disse que virou DJ porque não tinha festa no morro dela. Eu já sugeri à Popozuda: façamos um baile funk no morro. Muito Brasil, muito funk carioca.

Em seguida ao Loko2kit, assumiu os pratos o nosso DJ residente, o Antonio Yodobashi. Bem, sem palavras. O cara tem uma coleção de discos de MPB de deixar qualquer um estonteado! O cara levantou a pista! O cara é o cara! Eu fico pensando de onde eles tiram essas raridades. Descobri que, sem querer, a gente colocou no mesmo evento três gerações de uma mesma linhagem de DJs japoneses que curtem música brasileira. O cara que fechou a noite se chama Shinji.

Ele toca numa festa que é boa para caramba e se chama Terça. Nessa festa eles tocam o melhor da black music nacional. Anos 60, anos 70, anos… Tudo! Bem, o segredinho revelado na festa é que o Shinji é meio que o sempai de todos os outros DJs. Assim, sempai em japonês significa veterano. O Loco2Kit contou pra gente que o Shinji foi o cara que trouxe pra ele do Brasil os primeiros discos de funk carioca que ele teve. “Eu tinha três ou quatro faixas apenas. Ele viu isso e me trouxe de presente um monte de discos”, contou o cara. O Antonio também contou alguma estorinha com o Shinji que eu não me lembro.

Bem, só para não me prolongar mais, a gente acha que deu 80 pessoas, entre pagantes e convidados. Quer ver fotos? Clica aqui.

Você não perdeu essa, perdeu? Se perdeu, tem mais. No próximo evento, vamos ter a seguinte programação:
Manguetown
diretor: Pedro Paulo Carneiro
22min/documentário/Brasil/2003
Um filme sobre o mangue beat de Chico Science.
40 Dias
diretores: Clara Angélica e Pedro Fonseca
15min/documentário/Brasil
Um filme sobre o maracatu e o carnaval de Olinda.
Operação Morengueira
diretores: Chico Serra & Godô Quincas
16min/ficção/Brasil/2005
Acadêmicos do Morrinho 1 & 2
diretores: Fábio Gavião, Renato Dias, Nelcirlan Souza, Chico Serra
4min+4min/animação/Brasil/2006
MC do funk vira o puxador de uma escola de samba.
DJs
Yoshihiro NARITA(NRT/Samba-Nova)
Minoru TAKAHASHI(Go Temba)
Antonio Yodobashi (The Rabadas)
local
Que Bom! Brazilian Restaurant
Tokyo-to Taito-ku Nishi-Asakusa 2-15-13 B1F
tel: 03-5826-1538
acesso
Tokyo Metro Linha Ginza, Est. Tawaramachi, Saída 3, 3 min a pé
03 de agosto de 2008
18:00 OPEN 19:30 START ~ 23:30
¥2000 – 1 drink
Menu especial apenas com petiscos, a partir de ¥300.
info
www.therabadas.wordpress.com
080-5453-7629 e 09056324979 (português)
rabadas@gmail.com
2 comments Julho 8, 2008








