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Brazilian Day In Tokyo

Começa a contagem regressiva para a 3a. edição do Brazilian Day em Tóquio. O evento rola nos dias 6 e 7 de setembro. As grandes atrações deste ano são o Olodum, um dos maiores grupos de percussão do Brasil, e o cantor Jorge Ben Jor. Dentre outras atrações, estará se apresentando no domingo a cantora Sabrina Hellmeister, membro do The Rabadas Cultura Clube. Ela se apresenta no domingo (dia 7) às 11:45.

Veja a programação completa no site

http://br.festivalbrasil.jp/

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Wado - Terceiro Mundo Festivo

Apesar de estar em seu quarto álbum solo, Wado ainda é desconhecido do grande público. Nascido no estado de Santa Catarina, o cantor migrou jovem para Alagoas onde cresceu e criou-se. Seu primeiro disco, O Manifesto da Arte Periférica (2001), rendeu boas críticas, mas não teve grandes vendagens. Porém, apresentou ao país um compositor ousado em letra e música, com uma pegada que mesclava psicodelia ao lado mais folclórico da música popular brasileira.

Os álbuns seguintes - Cinema Auditivo (2002) e A Farsa do Samba Nublado (2004) continuaram mostrando um compositor inspirado, contudo não decolaram as vendagens do músico. Em 2007, Wado chegou ao sucesso com o Fino Coletivo, uma big band que mescla samba com rock e outras influências. O grupo arrebatou prêmios e lotou pequenas casas no Rio de Janeiro. Wado, porém, teve que retornar para Alagoas e acabou deixando o grupo este ano.

O cantor acaba de lançar, em CD e na internet, Terceiro Mundo Festivo, disco em que endurece no lado político, sem perder a ternura que lhe é peculiar. Esta, assim como outras obras do cantor e compositor, podem ser baixadas em seu site <www.uol.com.br/wado>. Um universo musical inteiro a um clique de você. Aproveite.

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Dois grandes nomes brasileiros lançam material novo na internet

O que é que Zeca Baleiro e Lenine têm em comum? Muita coisa. Ambos foram revelados ao grande público nos anos 90. Ambos estão lançando discos novos e têm suas novas canções disponíveis para download gratuito na internet.

Zeca Baleiro acaba de lançar seu novo disco O Coração do Homem-bomba e colocou na rede Toca Raul, uma de suas canções mais rock’n'roll e que faz uma homenagem ao grande Raul Seixas.

Para baixar a música, basta entrar no site do cara:

www2.uol.com.br/zecabaleiro

Já Lenine lança em setembro Labiata, depois de alguns anos sem lançar discos de estúdio. A exceção foi a trilha sonora de Breu, um espetáculo do Grupo Corpo.

Do disco, ela disponibiliza a linda É O Que Me Interessa. Quer baixar? Entra no site abaixo:

www.lenine.com.br

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Saikooooooo! The Rabadas Vol.2

Saikoo, em japonês, quer dizer muito bom, de alto nível, ¨irado¨, em bom carioquês. Saikoo é a melhor palavra para resumir o que rolou no restaurante Que Bom! de Asakusa no último dia 3, na segunda edição do The Rabadas Cinema Clube. Tivemos mais de 60 pessoas que curtiram os quatro filmes exibidos e os três DJs que tocaram na noite.

Abertura dos trabalhos foi com o primeiro episódio da série Acadêmicos do Morrinho, que conquistou o público com muita ginga e simpatia. A estória do MC que vira puxador de samba divertiu os japoneses. Depois, a galera curtiu Operação Morengueira, o filme que traz a música de Moreira da Silva como pano-de-fundo para uma chanchada policial na Lapa. O carnaval de Olinda foi a estrela de 40 Dias, um documentário onde o público descobriu que o sagrado e o profano andam de mãos dadas.

Depois de um breve intervalo, onde a galera saboreou o buffet especial preparado para o evento, foram exibidos o segundo episódio de Acadêmicos do Morrinho e o documentário Manguetown, que mostrou a origem e as influências do movimento Manguebeat. Ao final da projeção, o público aplaudiu e teve gente que se emocionou com o belo retrato de Chico Science, morto prematuramente num acidente de carro.

Antonio Yodobashi (foto: Marcelo Ikari)

Depois dos filmes, os DJs incendiaram a pista de dança. Minoru Takahashi fez a festa dos amantes da música soul brasileira. Já Antonio Yodabashi desencavou sucessos dos anos 60 e 70 e botou o povo para dançar. Por fim, Yoshihiro Narita mandou funk carioca e hip-hop, fechando o evento com chave de ouro.

Yoshihiro Narita (foto: Marcelo Ikari)

A segunda edição do The Rabadas Cinema Clube trouxe duas novidades. A primeira, e mais gostosa, foi o buffet de comida brasileira. Nesta edição, os convidados saborearam o melhor dos pratos produzidos pela excelente cozinha do restaurante Que Bom!. Por módicos 1000 ienes, comeu-se salada, arroz, feijoada, almôndegas, linguiça, rabada, cupim e frios variados. Quem optou por algo mais light, pagou 500 ienes pelo buffet de saladas e frios.

Minoru Takahashi (foto: Marcelo Ikari)

Outra grande novidade foi o The Rabadas Zine, onde a galera pôde se informar mais sobre os filmes exibidos. No zine, uma participação mais que especial: a jornalista Bruna Siqueira Campos, do jornal International Press e do blog Panorama Nihon, escreveu um belo texto sobre o carnaval de Olinda. Quem quiser, pode baixar o zine clicando aqui.

A próxima edição do The Rabadas Cinema Clube vai rolar no Que Bom! no dia 5 de outubro. Fique de olho no blog para ter informações.

P.S.: Os dois vencedores dos CDs da Tupiniquim Entertainment e Koala Records foram

Rubens Almeida Miyashiro - CD Pascoal Meirelles Trio
Masahiro Matsuzawa - CD Consuelo de Paula

Ambos serão contactados por e-mail.

P.S.2: Também queremos agradecer a algumas pessoas que foram especialmente ¨especiais¨ nesta edição do The Rabadas Cinema Clube: Marcelo Ikari, Candy Saavedra, BussTrio, Bruna Siqueira Campos, Ricardo Yamamoto e Lyncoln Saito. Também agradecemos ao nosso parceiro Que Bom e aos diretores Chico Serra, Clara Angélica e à produtora RTV de Recife e Pedro Paulo Carneiro. Por fim, agradecemos, ainda, à Tupiniquim Entertainment.

P.S. 3: Apresentamos o nosso mais novo membro: Sarah Chieko Kimura, sem a qual esta edição do The Rabadas Cinema Clube não teria ocorrido.

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Entrevista com Minoru Takahashi

Mais um DJ oriundo da Terça, a festa na qual a black music brasileira é a estrela. Minoru Takahashi mostra os discos que o influenciam e promete incendiar a pista do The Rabadas Cinema Clube Vol. 2 com muito samba rock.

1. Faça uma apresentação pessoal e fale um pouco do seu estilo musical, como DJ.
Me chamo Minoru Takahashi. Na quarta terça-feira de cada mês, eu participo de um evento de DJs chamado Terça, o qual tem seu foco na black music brasileira. O evento acontece no Oto, em Shinjuku. Independente de gênero, eu gosto de músicas pop e que tenham um groove.

2. Quando e como você começou a se interessar por música brasileira?
Acho que, como a maioria dos japoneses (risos), foi quando eu comecei a ouvir bossa nova que eu tive o primeiro contato [com a música brasileira].

3. Escolha três discos brasileiros que são fundamentais para você.
Nossa, que pergunta difícil…

Johnny Alf / Rapaz de Bem 1961

Foi um disco que eu gostei à beça quando comecei a ouvir música brasileira.

Jorge Ben / Força Bruta 1976

Na primeira vez que eu ouvi, sofri um impacto. É, para sempre, um disco que eu gosto muito.

Tim Maia/Disco Club 1978

Foi o disco que me fez começar a escutar o estilo “Terça” de música.

Acho que tem velharia demais.

4. No momento, o que você anda ouvindo de música brasileira e que você recomenda para os nossos leitores?
Ouçam sem falta as compilações da Terça: Ruby, Emerald e Sapphire.

5. O que você está planejando tocar para agitar a galera no próximo The Rabadas Cinema Clube?
Eu vou tocar basicamente soul music brasileira. Aguardo vocês lá.

Mais informações sobre a próxima edição do The Rabadas Cinema Clube, clique aqui.

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Entrevista com o DJ Narita

O DJ Narita é um dos mais conhecidos divulgadores da música brasileira no Japão. Ele administra um selo, produz a festa Samba Nova e estreou recentemente um programa de rádio na internet. Conheça um pouco do seu trabalho e da sua relação com a música brasileira.

1. Faca uma apresentacao pessoal e fale um pouco do seu estilo musical, como DJ.
Sou supervisor do selo NRT. Nós lançamos música brasileira, artistas como Antonio Carlos Jobim, Gilberto Gil. Produzimos o projeto Samba Nova, o qual apresenta a música brasileira em três frentes: “lançamento de CDs”, “programa de rádio” e “eventos com DJ”. Eu curto do hip-hop até a música clássica, gosto de música que passe uma sensação de liberdade e, por isso, eu acompanho as coisas que acontecem na música brasileira.

2. Quando e como você começou a se interessar por música brasileira?
Acho que foi por volta de 1994. Houve um boom mundial de CDs e LPs de música brasileira nesta época e eu comecei a comprar e ouvir discos brasileiros. Então, em 98, eu comecei a trabalhar na seção de World Music da HMV e toda semana chegavam dezenas de lançamentos de música brasileira e eu checava tudo. Era perfeito.

3. Escolha três discos brasileiros que você acha que são fundamentais para você.
Gilberto Gil / Banda Larga Cordel
Mart’nália / Menino do Rio
V.A. / Samba-Nova

4. No momento, o que você anda ouvindo de música brasileira e que você recomenda para os nossos leitores?
Dá uma olhada no playlist mais recente do nosso programa Rádio Samba Nova.

www.nrt.jp/blog


5. O que você está planejando tocar para agitar a galera no próximo The Rabadas Cinema Clube?

Acho que vou decidir depois de assistir os filmes do dia.

Mais informações sobre a próxima edição do The Rabadas Cinema Clube, clique aqui.

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DJ Antonio Yodobashi e a Associação dos Antônios

Antonio Yodobashi é o DJ residente do The Rabadas Cinema Clube. Com seu jeito simpático, ele conseguiu se adaptar às loucuras do grupo rapidamente e ajuda a dar uma cara “musical” a um evento que tem como objetivo principal divulgar o cinema brasileiro no Japão. Japonês, apesar do primeiro nome bem brasileiro, Yodobashi é mestre em surpreender o público com raridades. Ele vem se destacando entre os DJs de música brasileira de Tóquio por seu trabalho de pesquisa em discos de música popular brasileira. Leia uma pequena e bem-humorada entrevista com o DJ, fã de Caetano Veloso e membro-fundador da Associação dos Antônios. Não entendeu nada? Confira.

1. Faça uma apresentação pessoal e fale um pouco do seu estilo musical, como DJ.
Eu sou o DJ Antonio Yodobashi, membro da Associação dos Antônios. A Associação dos Antônios é uma entidade criada arbitrariamente por mim, mas podem fazer parte dela todas as pessoas de qualquer parte do mundo que se chamam Antonio. O presidente de honra, claro, é o grande Antonio Carlos Jobim, já falecido. Eu gosto da MPB dos anos 60 e 70. Eu tenho ouvido nomes como Caetano Veloso, Jorge Ben, Chico Buarque, Tom Zé, Milton Nascimento, Edu Lobo, Marcos Valle, Joyce, Ivan Lins…

2. Quando e como você comecou a se interessar por musica brasileira?
Há mais ou menos dez anos. Depois que ouvi o You Don’t Know Me (1971) do Caetano Veloso, passei a escutar música brasileira com frequência. É um disco no qual o Caetano canta o isolamento que ele sentia durante a época em que ele vivia no exílio, em Londres, depois de ter sido expulso do Brasil pela ditadura militar. O disco começa com um tom tranquilo até que, na segunda metade, com os hinos em homenagem ao Brasil, vai num crescendo tão forte que eu tive um impacto. Eu, que estava cansado do tecno e do rock americano pensei “isso sim é que é música” e fiquei completamente absorvido por aquilo.

3. Escolha três discos brasileiros que sejam fundamentais para você.
Milton Nascimento & Lô Borges - Clube da Esquina

Antonio Adolfo - Antonio Adolfo

Marcos Valle - Previsão do Tempo

4. No momento, o que você anda ouvindo de música brasileira e recomenda para os nossos leitores?
Ultimamente, eu tenho ouvido muito Novos Baianos. Quando eu toquei uma música deles na edição de julho do The Rabadas, teve gente que achou estranho. No começo, a galera ficou naquela de “que que isso?” mas, depois do olhão esbugalhado, as pessoas começaram a curtir e a dançar. A voz da Baby Consuelo é muito bonitinha.

5. O que você está planejando tocar para agitar a galera no próximo The Rabadas Cinema Clube?
Talvez, samba rock? Ainda não sei. (risos)

O próximo The Rabadas rola no dia 03 de agosto. Mais info aqui.

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Bem Brasil Vol. 17

A música brasileira está em festa novamente! Depois de um recesso de 9 meses, o projeto BemBrasil.jp, um dos maiores eventos de música brasileira no Japão, retorna com o fôlego redobrado! Pela primeira vez em sua história, realizará dois grandes eventos em dois dias consecutivos, com a participação de diversas bandas, grupos de dança, djs e culinária típica. Sob o tema “Percussão Brasileira”, esta 17a. edição será embalada pelos ritmos do Samba-reggae, Afoxé, Ijexa, samba-enredo, maracatu, axé, dentre outros. Se você gosta de música brasileira, não vai ficar fora desta, vai? Bem Brasil vol.17. simplesmente imperdível! Aguardamos vocês!

OPEN: 17:00
START: 18:00 ~ 22:00

LOCAL: Colors Studio, Nishi Azabu

ATRAÇÕES:
12 DE JULHO (SABADO)
Atabaque Brothers / Percussão Afro-Brasileira
Reggae Sova / Axé Music
mocidade vagabunda bateria nota 1000/ Rock com Percussão de Samba
Guest DJ Jin Nakahara / J-Wave Saude Saudade
DJ Alex / BemBrasil.jp
MC Beto / Tensais MCs

13 DE JULHO (DOMINGO)
Capoeira Tempo / Capoeira Regional
Tamanco Buco / Percussão de Pernambuco
Barravento / Samba Reggae
x2 / Experimental com Percussão de Samba
DJ Go / Bar Blen Blen Blen
DJ Sata / Bem Juntinhos
MC Beto / Tensais MCs

ENTRADA:
Antecipado: 2,500yen
Na porta: 2,800yen
Obs.: Será solicitado a compra do primeiro drink (500yen) à parte, pelo Colors Studio.

MAIORES INFORMACÕES:
Email: info@bembrasil.jp
Imode: www.bembrasil.jp/i
Tel: 090-5504-4922

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Entrevista com o diretor Roberto Maxwell

Roberto Maxwell é formado em geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e em cinema pela Universidade Estácio de Sá. Realizou mais de uma dúzia de projetos em curta-metragem, nos mais diversos formatos. Um deles, Dekassegui, trata da realidade dos brasileiros vivendo no Japão. Atualmente, faz mestrado em ciências sociais na Universidade de Shizuoka e estuda a questão da identidade dos brasileiros nascidos na Terra do Sol Nascente. Está finalizando o curta-metragem Pátria Amada, Brasil, rodado durante uma intervenção realizada no Brazilian Day de Tóquio, em 2007.

Roberto MaxwellとThe RabadasのSabrina Hellmeister

1. Qual é a idéia por trás de Tá Tudo Dominado?
Tá Tudo Dominado foi rodado quando eu ainda era estudante de cinema, no Rio de Janeiro. Quando eu era mais novo, morava na Baixada Fluminense, onde o maior lazer eram os bailes funk. Eu cresci escutando que baile funk era lugar de bandido. Minha família era evangélica e eu, logicamente, nem pensava em ir num baile funk. Mas, é uma cultura muito forte, não tem como você não ser envolvido, mesmo sem ser frequentador. Quando eu entrei para a faculdade de geografia, tive uma colega que era funkeira, conhecia todas as músicas e coreografias. Através dela, fui tendo um olhar diferenciado do funk. Quando, finalmente, eu entrei para a faculdade de cinema, tive a idéia de fazer um documentário que mostrasse as relações entre a classe média e o funk. Porém, nossa personagem furou e eu parti para o desconhecido, com uma câmera e uma pequena equipe. A gente procurou o DJ Marlboro que abriu as portas do mundo do funk para a gente fazer o nosso filme. Daí, visitamos bailes e conhecemos artistas. Pegamos depoimentos com autoridades e o filme se fez na montagem. Fala-se de movimento funk mas, no fundo, o que vimos foi que há muitas vozes e elas entram em embate com a mesma facilidade com que se concordam. E o filme reflete isso.

2. O filme tem diversas cenas de bailes funk. Como foi filmar nesses locais?
Filmamos bailes em quatro locais diferentes. Um foi na Baixada Fluminense, numa área bem distante do centro. Era o típico baile que eu escutava de longe, quando morava por lá. Foi bem bacana, era um baile tranquilo. Depois, fomos à Barra da Tijuca, num baile onde a maioria dos frequentadores era de classe média e alta. O local era uma quadra bacana e tal. Foi um baile bom, mas não tinha o mesmo groove. Depois, fomos ao baile do famoso Castelo das Pedras, na favela do Rio das Pedras. Ali, sim, tivemos um bom naco do que era um baile funk, da capacidade integradora da festa. Como a favela fica perto da Barra da Tijuca, uma espécie de Odaiba do Rio de Janeiro, há gente de todas as classes sociais. No baile, vimos travestis, por exemplo, um grupo que nem sempre é bem-vindo em determinados círculos. Elas estavam lá, bonitas e se divertindo, sem que ninguém as importunasse. Por fim, filmamos uma festa na Rocinha. Foi bacana, também. Mas, era uma festa fechada, voltada para os artistas do funk. Não foi tão badalada.

3. O funk carioca ainda é um ritmo marginal no Brasil, mesmo depois de tanto sucesso?
Muita coisa mudou da época em que filmamos o Tá Tudo Dominado para cá. O funk carioca, hoje, é conhecido internacionalmente. Mas, você vê, o maior artista internacional de funk carioca é o Bonde do Rolê, uma banda de Curitiba, meninos de classe média que, pelo acesso que têm, souberam como e tiveram como internacionalizar o funk. Nada errado nisso, exceto uma coisa: o funkeiro de favela não vai tão longe por algum motivo, não acha? Não creio que seja talento (ou falta dele) mas, sim, acesso. Nisso, o funk ainda é marginal. Quem faz funk no Brasil é pobre e não tem tanta instrução. Portanto, não pode participar da internacionalização do funk. Nem sei se eles querem, mas é fato que não foram eles que chegaram “lá”. Outra coisa bacana é que o funk, assim como o brega do norte do Brasil, representam um tipo de indústria típica de situações de pobreza. Não há grandes gravadoras no funk. Poucos discos chegam às lojas, no formato tradicional, CD com embalagem assim ou assada. A maioria chega direto na mão dos camelôs, os mesmos que vendem CDs piratas de artistas de grandes gravadoras, por um preço que o pobre pode pagar. Aliás, nem todo mundo grava álbum no mundo funk, como ocorre com outros artistas. O funkeiro vive de show. E, para fazer show, ele precisa de uma música. Essa música vai pro baile e, se for aprovada pelos frequentadores, vira sucesso e garante a subsistência do artista e mais renda para a equipe de som. Então, o funk faz um tipo diferente de negócio, fora das grandes gravadoras. Parafraseando Hélio Oiticica, isso é mais que ser marginal. Isso é ser herói.



4. O que você sugere que o público japonês preste atenção em Tá Tudo Dominado?

Acho legal que o público procure entender o funk como um ritmo popular brasileiro. Seria bacana que eles vissem como as pessoas que fazem o estilo são estigmatizadas pela sociedade e, na medida do possível, comparassem essa história com a do samba, no início do século XX. É difícil porque, embora os japoneses conheçam samba e gostem de samba, muitos não conhecem a história do samba. Então, se eles não conseguirem relacionar isso, que eles balancem com o batidão do funk. Isso já vai ser, para mim, uma grande alegria.

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The Rabadas Cinema Clube - A Festa

Correção: A festa será no dia 6 de julho, não no dia 7 como estava escrito aqui no site.

No dia 6 de julho, será a festa de estréia do The Rabadas Cultura Clube.

July, 6th is the great day of

THE RABADAS CINEMA CLUBE

3 CURTAS/SHORT MOVIES + 4 DJs

FILMES/MOVIES

(português com legendas em inglês e japonês/Portuguese with Japanese and English subtitles)

Tá Tudo Dominado (It’s All Dominated)

diretor/director: Roberto Maxwell
28min/documentário/Brasil/2003
28min/documentary/Brazil/2003

A cena funk carioca esquadrinhada pelos seus principais atores.

The Rio de Janeiro’s baile funk scene introduced by its main actors.

Pretinho Babylon
pretinho-vinil.jpg

diretor/director: Cavi Borges e Emilio Domingos
17min/ficção/Brasil/2007
17min/fiction/Brazil/2007

Um rastafári vivendo na Grande Babylon. Rio de Janeiro, cidade dub.
A rastaman living at the Great Babylon. Rio de Janeiro, dub city.
Neguinho & Kika
neguinho-e-kika.jpg
diretor/director: Luciano Vidigal
18min/ficção/Brasil/2005
18min/fiction/Brazil/2005

O trágico destino do primeiro amor de dois adolescentes da favela.
Two teens and the tragic destiny of a first love inside the ghetto.

DJs
Loco2
(baile funk)
DJ Popozuda (baile funk)
Shinji (Música Negra Brasileira/Brazilian Black Music)
Antonio Yodobashi (MPB 60’s & 70’s)

local/venue
Que Bom! Brazilian Restaurant
Tokyo-to Taito-ku Nishi-Asakusa 2-15-13 B1F
tel: 03-5826-1538
www.que-bom.com

acesso/access:
Tokyo Metro Linha Ginza, Est. Tawaramachi, Saída 3, 3 min a pé
Tokyo Metro Ginza Line, Tawaramachi Sta., Exit 3, 3 min walking

2008.07.06
18:00 OPEN 19:30 START ~ LAST TRAIN
¥2000 - 1 drink
Menu especial apenas com petiscos, a partir de ¥300
Snacks menu only (from ¥300)

more info
www.therabadas.wordpress.com
090-3242-2247 (Japanese)
080-5453-7629 e 09056324979 (português/English)
rabadas@gmail.com

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